quinta-feira, 26 de maio de 2016

                                       Chega uma hora em que é Adeus, acabou!
     Não tem choro, nem vela, nem reza, nem eu te amo, nem nada...  Não há nada sobre a terra que obrigue a ficar. Acabou ... A-CA-BOU !
     Já não há razões pra ficar, o peito até bate mais forte por um tempo enquanto esta ali, porém virou as costas, deu um pause por um momento e já é o mais-que-suficiente para entender que a falta nem é tão grande assim. Depois que acostuma-se com a ausência é difícil a presença fazer falta novamente.
                A - C - A - B- O - U !!!
Eu deveria chorar?
Não sei, até tentei. Juro, tentei com toda a força sentir algo, só pra não passar pelo constrangimento de saber que no peito bate um coração gelado. Ah, lamento ... Este é o fim temido?
    Podia jurar que sentiria, aliás sempre foi assim não foi? Gritos, desespero, choro, e porque não chorar de novo?... Mudou, mudei, mudaram-me.
    Algumas coisas mudaram, mudaram as estações, muitas estações.
Se um dia pude sentir, hoje já não há perfume que me lembre.
      Se um dia pude chorar, hoje as lágrimas secaram.
Se antes havia algo no peito que fazia aquilo la dentro bombear mais depressa o sangue e dar borboletas no estomago, hoje já não passa de um órgão essencial à vida porém não ao amor.
Se foi          ...        se foi           ...         cê foi       ...      cê foste, para onde? Ah, isto já não importa mais.
       Foi mais fácil, é mais fácil quando não precisa de explicações.
Este é o certo, está totalmente errado, mas não deixa de ser o mais certo.
 Não adianta insistir ... Ahh essa velha história, porque não vê? As páginas já ficaram amarelas, mude-as, rasgue-as , queime-as e as jogue fora, enterre suas cinzas. Compre um livro novo, com folhas em branco em cujas páginas o tempo ainda não deixou seus rastros.
  Acabou, é adeus. A Deus.
Poderia dar um telefonema e dizer em bom tom,
Ou quem sabe escrever um cartaz com letras enormes e fluorescentes,
Poderia, ainda, mandar anunciar pelo rádio,
Porém vou escrever, bem baixinho, em silêncio. Se um dia se der conta e resolver saber o que houve: Eis aqui a carta de confissão. Deixo-a no lugar dos meu berros.
    Ninguém pode perder aquilo que nunca teve e a isso já acostumei. Deve ser por isso que as lágrimas não conseguem mais existir, ou que a falta depois de um tempo tornou-se praticamente nula. E sabe aquela frase? Aqueeela, a que eu mais dizia. Não sabe? Aquela, que terminava com "amo"... é... Já estou pronta. Não tornarei dirigi-la a você. É chegada a hora.
Sabemos que tudo isso nunca deu certo, e nem nunca dará.
É, foi bom, chegamos até aqui, porém, desta trilha cada um segue um caminho diferente. São duas estradas que dificilmente se cruzaram novamente.
Dessa vez é um sonoro e perpétuo:
Adeus, A Deus.

Att,
Ela.

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