E no fechar das cortinas,
Quando todos já se foram;
És capaz de saber quem de fato habita tua pele?
E quando estas só;
E já não há por perto ninguém que te ouça,
És capaz de afirmar sobre o chão os teus pés?
Repousar sobre o leito esse vil corpo que vos acompanha
Calar tua voz e adormecer tranquilo?
És então forte o bastante para fechar os teus olhos;
Capaz de garantir que em teus sonhos nada te atormentará?
Tens pensamentos tranquilos,
Sem nenhum tipo de peso na consciência?
Sabes que não pode mentir;
Quando o espetáculo acaba e as cortinas se fecham,
Quando todos se vão,
Os sorrisos também desaparecem,
As máscaras caem.
O que fica?
Responda-me,
O que sentes quando resta apenas tu?
Quem és quanto não há ninguém olhando?
D.K
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