É em um momento de angustia que reviro suas coisas,
procuro naqueles álbuns sem cor as lembranças que se esvaem
é nesses momentos de insanidade de procuro aquele velho frasco do seu perfume, só pra lembrar do seu cheiro.
É nesses momentos de insanidade que procuro os velhos escritos,
qualquer resquício perdido,
E qualquer parte esquecida.
E nos momentos de solidão, só resta chorar o restante das lagrimas que secaram, chorar pela dor, não de ter te perdido, e sim de um dia ter tido. É nesses momentos que percebo que vem a tona, os sentimentos adormecidos. Não que eu não tenha te esquecido, más é que algumas substancias são realmente difíceis de serem apagadas por completo.
É nos dias de sol, nas tardes de chuva,
É quando pego o guarda-chuva, quando saio pela porta,
Quando algo me obriga a voltar...
É simplesmente quando por pirraça as lembranças insistem em vir a tona, e sabe, não é que eu te ame como eu já disse antes é só que você é um fantasma, de coisas que foram há tanto esperadas, lembranças frustradas.
É só sobre aquele velho porta retrato, sem uma foto se quer.
É sobre o quadro, aquele a tinta a óleo pintado no meu coração.
É quase como quando estamos sem grana e sem querer no fundo da bermuda encontramos uma nota, não quer dizer que ela valia tanto, sabemos no fundo que ela quase não compra nada mas estamos alegres por te-la encontrado mesmo sabendo que de nada ela adianta.
Sabe, é nesses momentos de insanidade que penso em pegar o carro,
rodar a estrada,
ver se consigo chegar perto,
Mas não que eu queira te ver!
D.K

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