quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

     É em um momento de angustia que reviro suas coisas,
 procuro naqueles álbuns sem cor as lembranças que se esvaem
 é nesses momentos de insanidade de procuro aquele velho frasco do seu perfume, só pra lembrar do seu cheiro.
     É nesses momentos de insanidade que procuro os velhos escritos, 
qualquer resquício perdido, 
     E qualquer parte esquecida.
     E nos momentos de solidão, só resta chorar o restante das lagrimas que secaram, chorar pela dor, não de ter te perdido, e sim de um dia ter tido. É nesses momentos que percebo que vem a tona, os sentimentos adormecidos. Não que eu não tenha te esquecido, más é que algumas substancias são realmente difíceis de serem apagadas por completo.
     É nos dias de sol, nas tardes de chuva, 
     É quando pego o guarda-chuva, quando saio pela porta, 
    Quando algo me obriga a voltar...
     É simplesmente quando por pirraça as lembranças insistem em vir a tona, e sabe, não é que eu te ame como eu já disse antes é só que você é um fantasma, de coisas que foram há tanto esperadas, lembranças frustradas. 
     É só sobre aquele velho porta retrato, sem uma foto se quer. 
     É sobre o quadro, aquele a tinta a óleo pintado no meu coração. 
     É quase como quando estamos sem grana e sem querer no fundo da bermuda encontramos uma nota, não quer dizer que ela valia tanto, sabemos no fundo que ela quase não compra nada mas   estamos alegres por te-la encontrado mesmo sabendo que de nada ela adianta. 
    Sabe, é nesses momentos de insanidade que penso em pegar o carro, 
                                             rodar a estrada,
                                                             ver se consigo chegar perto, 
                                                                                 Mas não que eu queira te ver!

D.K

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